A música eletrônica começou em 1950 com o compositor e músico experimental Karlheinz Stockhausen (1928-2007) que foi um dos primeiros a fazer experimentos de gravação de sons de instrumentos e elementos sonoros como sinos, helicópteros, vozes em fitas e trabalhar com alterações na física de suas ondas sonoras por equipamentos, a fim de criar novos sons e alterar suas escalas de frequência, amplitude e tempo para de forma ordenada criar música em seus concertos.
Lembre-se que o que você ouviu foi tocado por meio de equipamentos eletrônicos - sintetizadores de áudio que tomaram por base gravações de notas individuais de cada isntrumento em separado.
Foi sua alquimia que inspirou junto com a parafernália tecnológica do Rock Progressivo da banda Pink Floyd (1965), a criação do grupo KRAFTWERK [cráft-vêrqui] (site oficial), que começou nos anos 70 com a dupla Florian Schneider e Ralf Huntler em Dusseldorf - Alemanha, pais da techno music. É importante ressaltar que a mesma dupla fundara antes a banda Organisation, erudito-experimental alemã composta por sete músicos, em grande parte alunos do conservatório de música de Düsseldorf, localizado na então Alemanha Oriental. Seu único álbum, intitulado “Tone Float” (Tom Flutuante), foi lançado em 1970. Apresentavam uma musicalidade quase indefinível inspirada em gênios, como o igualmente alemão Karlheinz Stockhausen.
O Kraftwerk fazia à mão mixagem e sampling, sendo criadores da música Techno. Os padrões musicais do Kraftwerk formam as bases de todos os estilos criados da música eletrônica após seu surgimento.
Os equipamentos Mixer e Sampler só vieram surgir mais tarde; criados em laboratório em 1969 e usados apenas para controle de estúdios de gravação, lançados comercialmente em 1976 e começaram a serem usados na música apenas em 1987.
Os vídeos e animações da banda são produzidos por eles mesmos na Kling Klang Studios - sua produtora, em seus shows o quarteto tem por de trás do palco mais de 12 técnicos controlando projetores, sintetizadores de áudio, audiobanks, robôs e FX's.
As criações musicais do Kraftwerk são inspiradas nos avanços tecnológicos que criaram saltos no progresso da humanidade como o rádio, telefone, robôs, vitaminas, tecnologia nuclear, rodovias, ferrovias, computadores e etc.
A CULTURA de música eletrônica transcendental, que podemos resumir apenas como trance, tem como seu pai o francês Jean Michel Jarre que nos anos 70 já fazia uma RAVE na pirâmide do La Defense na França, mesmo com toda a polêmica se Jean é músico progressista ou eletrônico, fato é que ele foi o primeiro a sintetizar sons e mixagens ao vivo em shows, assim como o Vangelis, que é mais solo e reservado.
Este show de 1990 exemplifica bem o estilo de Jarre, observe todo o aparato tecnológico de luz e som do local. Projeções nas fachadas dos prédios, lasers e fogos de artifício sincronizados com o show, uma festa open air como das raves atuais:
Como é impressionante os fatos coincidentes de que a frança foi o berço do Iluminismo e do Espiritismo Kardecista também. Tudo a ver com esta cultura de exceder o pragmatismo e buscar uma realidade metafísica, mística de encontro a um patamar superior, a um estado de consciência alterada para uma busca interior e coletiva.
E Jarre foi também um dos responsáveis na minha formação com as músicas que eram trilhas de filmes e programas preferidos da minha infância 80 a 90. Jarre tinha como temática o ativismo ambiental expressado em forma de música, (fato interessante ressaltar que o movimento ambientalista começou nos anos 60 na inglaterra e se espalhou rapidamente pela europa).
Ei-las:
Esta música Oxygene era a trilha de um progama sobre ciência, natureza e vida que passava na TV Cultura nos anos 80 e começo dos 90, era meu programa preferido!
Assim como também na mesma época também me influenciou o grego Vangelis que tem uma atmosfera mística e tecnológica, consagrado como New Age / Eletrônica. Apesar dele ser o primeiro a usar sintetizadores, teclados, samplers e mixers, o mesmo não era de fazer shows e apresentações, sendo por este motivo que o cito após o festivo Jarre:
Trilha Sonora de Vangelis para o Filme Blade Runner do Diretor Ridley Scott:
Carruagens de Fogo:
e para não deixar defasado, eis uma foto dos caras com links para seus sites oficiais:
![]() |
| Jean Michel Jarre (site oficial) |
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| Vangelis (site oficial) |
2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
2010: Uma Odisséia no Espaço 2 (1982)
2061: Uma Odisséia no Espaço 3 (1988)
Blade Runner (1982)
Lembrando que a música deste trailer é uma clássica de Richard Strauss, composta em 1896 chamada "Also sprach Zarathustra, Op. 30" (em alemão: Assim falou Zaratustra) inspirado no tratado filosófico de mesmo nome escrito por Friedrich Nietzche. A sua colocação aqui se deve para contextualizar a época em que aportava na mídia as obras de ficção científica que trouxeram um momento tanto de celebração quanto de reflexão à humanidade quanto aos avanços tecnológicos e seus impactos. Nesta mesma época que assitia estes filmes, se escutavam estas músicas e o momento histórico era a Guerra Fria, com o temor do holocausto nuclear.
5. Quando Tudo Começou
Passava meus finais de semana na casa de meu grande amigo "Grossi" onde hiperativamente aprontávamos de tudo em um condomíno fechado no município de Nova Lima- MG, que na época era uns 15 minutos de de BH (o trânsito era nada perto de hoje).
Um belo dia, por volta de 1998, o vizinho do Grossi, que tinha pai alemão, trouxe da Alemanha vários CD's de souvenirs. Logicamente fomos escutar e.... O QUE ERA AQUILO??
Algo a princípio esquisito, era música? Era! Mas era tão diferente do costumaz que nos prendia a atenção dada a curiosidade por aquele som pulsante. Tiramos o CD do microsistem e fomos para um som possante tentar "entender melhor" aquilo.
Foi de arrepiar... apesar do Grossi não ter gostado, eu fiquei pasmo e passei a buscar "aquilo" no que ouvia também.
E com estas músicas, que tudo começou:


